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Adeus a um companheiro
No dia 23 de abril cessou a vida do companheiro Sesnando Alves.
O companheiro Sesnando, foi integrante do Partido Comunista do Brasil – PCdoB. Não do pecedobê revisionista e eleitoreiro de João Amazonas.
Ele rompeu com o PCdoB devido às contradições com as posições revisionistas que a direção revisionista de João Amazonas desenvolvera, principalmente após a queda do comitê central do partido na chacina da Lapa, em dezembro de 1976.
O companheiro Sesnando se empenhou na mobilização do proletariado e das massas trabalhadoras. Auxiliou na construção de centros culturais, sindicatos e organizações classistas, e assim passou a militar na Liga Operária.
Sesnando foi um dos principais defensores da luta da Vila Bandeira Vermelha. Viveu, lutou e trabalhou com as famílias e, durante a luta de resistência, manteve-se firme, à beira da cerca, organizando a denúncia e prestando toda a sua solidariedade.
Nos últimos anos de sua vida, o companheiro se empenhou na mobilização e organização dos trabalhadores em Betim – MG, cidade com grande concentração operária fabril. Ele era um fiel apoiador e colaborador de A Nova Democracia.
Um detalhe, e era isso mesmo, um detalhe, o companheiro era cadeirante. Ele possuía apenas uma perna e isso nunca significou uma barreira. Frequentava reuniões, mantinha-se sempre em posição ereta, nunca cabisbaixo. Gostava de conversar, sobretudo com os jovens, de conversar sobre literatura e os acontecimentos internacionais. Mantinha uma rotina de fisioterapias e se dedicava à natação.
Deixamos esse breve registro da sua vida e luta, para que os leitores de AND possam conhecê-lo e saber que com sua morte, o Brasil perdeu mais um construtor do novo Brasil, o Brasil da Nova Democracia.
Da redação de AND