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Maria Célia Correa

26/06/2009

Maria Célia Correa

Militante do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC do B).

Desaparecida, na Guerrilha do Araguaia, aos 29 anos.
 
Nasceu em 30/4/45 na cidade do Rio de Janeiro, filha de Edgar Corrêa e Irene Corrêa.
 
Era bancária e estudante de Ciências Sociais na Faculdade Nacional de Filosofia, hoje UFRJ, no Rio de Janeiro.
 
Em 1971 foi viver na região do Araguaia, onde já se encontrava seu irmão Elmo e sua cunhada Telma, ambos também assassinados pelo regime militar. Pertenceu ao Destacamento A - Helenira Resende, da guerrilha.
 
Foi vista pela última vez por seus companheiros no dia 2 de janeiro de 1974 e estava com Nelson Lima Piauhy Dourado, Jana Moroni e Carretel (todos guerrilheiros assassinados), quando houve um tiroteio contra os mesmos.
 
Os moradores de São Domingos viram quando Maria Célia era levada presa, com outros guerrilheiros.
 
Segundo o depoimento de Maria Raimundo Rocha Veloso, moradora na Região, Maria Célia foi presa por “Manezinho das Duas” que a amarrou e levou com a ajuda de outro homem para o acampamento do Exército em Bacaba (Transamazônica).
 
Este depoimento foi confirmado por Geraldo Martins de Souza, delegado de São Domingos na época dos acontecimentos, e que recebeu uma medalha do Comando do Exército na região por serviços prestados. Geraldo disse que “Rosinha”, nome com que era conhecida na região, foi presa no local chamado Açaizal.
 
Em todos estes depoimentos as pessoas são unânimes em afirmar que estava viva e sem ferimentos de arma de fogo, em meados de 1974.
 
Minha filha, minha heroína*
Irene Creder Corrêa
  
Hoje nascia uma flor
 
Cheia de beleza, alegria e fulgor.
Contra a injustiça e a opressão sempre lutou,
e na estrada da liberdade e do amor caminhou.
 
Aos pobres e oprimidos entregou seu coração
na luta contra os algozes do povo e da nação,
nesta guerra justa talvez tenha caído
nas garras ferozes do inimigo
 
Nesta batalha covardemente eles a venceram,
mas de uma coisa não se aperceberam:
Que outras flores nascerão
E o caminho dela seguirão,
e seu cheiro se espalhará,
e seu perfume todo o povo sentirá.
A vitória então chegará afinal
e você será heroína nacional.
 
 
*Poema em homenagem a Maria Célia Corrêa (Rosa), feito por sua mãe, no dia do aniversario da filha, 31/03/1979, no Rio de Janeiro.

 

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