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Sobre o 8 de março

16/03/2009

 8 de março

Dia internacional da Mulher Proletária
 
Desde sua fundação o MFP celebra o dia 8 de março como dia Internacional da Mulher Proletária. Foi com este caráter que esta data foi instituída na segunda Conferência de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, Dinamarca em agosto de 1910. Clara Zetkin, dirigente do Partido Social Democrata (Comunista) Alemão apresentou a proposta de se definir um dia de luta das mulheres para todo o movimento socialista internacional. As delegadas aprovaram a organização de um dia internacional das mulheres comemorado em datas diferenciadas nos diversos países durante os primeiros anos que se seguiram. Alguns anos mais tarde, no início de 1917, em Petrogrado, então capital da Rússia, sacudida pela fome e pelas dificuldades da guerra, uma grande mobilização de mulheres foi o estopim para um processo de grandes mobilizações e greves. Era o dia 8 de março, segundo o calendário ocidental.após a Revolução Bolchevique em outubro de 11917, unificou-se a data de o de maço para celebração do Dia Internacional da Mulher Proletária.
 
A historiografia oficial, nos anos de 1950 tentou suprimir estas referências históricas excessivamente vinculadas ao movimento comunista internacional, oferecendo o substitutivo do incêndio da fábrica têxtil ou da manifestação das operárias em Nova Iorque para justificar a celebração em 8 de março de 1917.
 
O dia 8 de março, portanto é o dia das mulheres que pelejam dos campos e nas cidades, das que sofrem a infâmia da exploração e opressão, das que derramam lágrimas de sangue mas não se dobram nem e dobrarão jamais ao longo da história da humanidade. É o dia das companheiras operárias, das companheiras desempregadas, das que lutam pelo direito sagrado à terra para quem nela trabalha, das comerciárias, das professoras, das trabalhadoras dos hospitais, das garis, costureiras, cozinheiras, lavadeiras, empregadas domésticas, trabalhadoras ambulantes, das estudantes e das intelectuais comprometidas com a luta do povo.
 
O 8 de março não é de maneira alguma o dia da confraternização das mulheres de todas as classes como querem as feministas burguesas. Os monopólios de comunicação (tv, rádio, jornais, revistas) escancaram suas portas em propagandas demagógicas e cínicas celebrando a mulher empresária, a latifundiária, a deputada, a patroa, a policial, as carrascas do povo. E dão publicidade aos atos realizados pelo oportunismo exatamente porque essas organizações pretendem juntar as mulheres das classes oprimidas com as mulheres das classes opressoras e separar, no meio do proletariado e do campesinato a luta das mulheres da luta dos homens de sua classe.
 
As celebrações do Movimento Feminino Popular em todo o Brasil – passeatas, panfletagens, debates – tem a marca do proletariado: o classismo, a combatividade, o internacionalismo e a firme decisão de lutar, homens e mulheres, pela destruição do velho Estado e a construção revolucionária do novo poder, o poder de Nova Democracia caminho para a construção do socialismo em nosso país.
mfp@mfpopular.com.br