8 de março - mulheres organizam manifestação popular pelas ruas do Rio de Janeiro
16/03/2009
No dia 6 de março as ruas do Rio de Janeiro foram tomadas por uma combativa manifestação de mulheres. Cerca de 250 manifestantes organizados em 3 colunas tomaram as ruas da avenida Rio Branco. Os tambores e taróis davam o ritmo da manifestação, que foi composta principalmente por mulheres. Participaram dezenas de companheiras camponesas do Norte de Minas e também uma delegação de Belo Horizonte, que reuniu companheiras e companheiros de vilas da cidade. Participaram mulheres das favelas e morros do Rio de Janeiro, assim como estudantes e intelectuais.
Os manifestantes entoavam palavras de ordem de apoio à heróica resistência do povo palestino, tais como: “Fora de Gaza, Israel fascista!”, “Povo do Iraque e palestina, sua luta continua na América Latina!” e “Israel sionista, sanguinário e fascista!”. A manifestação antiimperialista organizada pelo Movimento Feminino Popular se somava, assim, às lutas dos oprimidos de todo o mundo contra o imperialismo, denunciando as atrocidades cometidas pelo Estado sionista e sanguinário de Israel, com sua política de extermínio do povo palestino. Mulheres e homens saíram às ruas para manifestar seu apoio à luta de libertação nacional do povo palestino, assim como dos povos oprimidos de todo o mundo.
Os manifestantes também levavam faixas com palavras de ordem de denúncia da violência do Estado contra o povo pobre, tais como “Abaixo a matança de pobres!” e “Choque de ordem é fascismo”, denunciando a política de criminalização da pobreza praticada pelos governos de Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Luis Inácio.
A manifestação se dirigiu até a Cinelândia, onde foram queimadas as bandeiras de EUA e Israel, sob os brados de “Ianques, go home!” e “Morte ao imperialismo!”.
Logo após, a manifestação se dirigiu ao Consulado Norte Americano, símbolo da dominação imperialista em nosso país e alvo do ódio do povo brasileiro, assim como dos povos oprimidos de todo o mundo.
Em frente o Consulado norte-americano, novamente foram queimadas as negras bandeiras do imperialismo ianque e do Estado sionista de Israel, entoando com fúria e rebeldia as palavras de ordem de “Ianques, go home!”.
Manifestantes atiraram pedras e tinta vermelha contra o Consulado ianque! Foi o grito de rebeldia e a demonstração de ódio das mulheres e da juventude revolucionária! Vidros foram quebrados. Os manifestantes usavam lenços vermelhos tampando os rostos, grafados com o símbolo MFP, para proteger-se da repressão.
Os imperialistas entenderam bem nosso recado. Demonstramos de que lado estamos! Nos somamos à onda de rebeliões que sacode o mundo e anuncia novos tempos.
Despertar a fúria revolucionária da mulher! Essa foi a consiga desfraldada pelas companheiras do Movimento Feminino Popular naquele 6 de março, que ficará marcado na história do movimento revolucionário de nosso país.
Cinco estudantes foram presos na manifestação e vão responder processo. Levantemos alto a bandeira da liberdade de manifestação e contra a criminalização dos movimentos populares. Não aceitaremos nenhum tipo de punição.
O Movimento Feminino Popular saúda a todas as companheiras e companheiros que participaram da vitoriosa manifestação realizada no dia 6 de março no Rio de Janeiro em celebração do dia 8 de março – o Dia Internacional da mulher Proletária! Saudações vermelhas e revolucionárias a todos!