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Suely Yumiko Kamayana
Militante do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC do B).
Nasceu em Coronel Macedo, Estado de São Paulo, em 25 de maio de 1948.
Desaparecida desde 1973 na Guerrilha do Araguaia, aos 25 anos.
Em 1967, concluiu o 2° grau no Colégio Albert Levy, ingressando em seguida na Universidade de São Paulo, sendo aprovada no vestibular para Licenciatura em Língua Portuguesa e Germânica. Durante os anos de 65 a 69 fez, como cadeira opcional, a Língua Japonesa.
Matriculou-se pela última vez na USP em 1970. Em fins de 1967 e nos anos que se seguiram, com as principais lideranças estudantis perseguidas, na clandestinidade ou no exterior, novas lideranças se faziam necessárias. Sueli foi uma delas.
Chegou à Região do Araguaia, em fins de 1971, sendo uma das últimas a se integrar ao Destacamento B da Guerrilha.
No início do ano de 1974, cercada por uma tropa do Exército, recusou-se à rendição, sendo metralhada. Seu corpo foi perfurado por mais de 100 balas de grosso calibre.
Morreu aos 25 anos, dos quais 3 dedicados à guerrilha, em defesa da causa que acreditava justa - a da Liberdade.
Segundo reportagem do “Diário Nippak”, foi morta com rajadas de metralhadoras disparadas por diversos militares, deixando seu corpo irreconhecível. Foi enterrada em Xambioá e seus restos mortais foram posteriormente exumados por estranhos.
O Relatório do Ministério da Aeronáutica diz que “cercada pelas forças de segurança, foi morta ao recusar sua rendição”. Já o Relatório do Ministério da Marinha afirma que foi “morta em setembro de 1974”.
Sobre a ocultação do cadáver de Suely, o Coronel da Aeronáutica Pedro Cabral diz, em entrevista à revista “Veja”, em outubro de 1993: “Suely havia sido morta no final de 1974. Seu corpo estava enterrado num local chamado Bacaba, onde, sob a coordenação do Centro de Informações do Exército - CIEx, foram construídas celas e se interrogavam os prisioneiros. Durante a operação limpeza, sua cova foi aberta e o corpo de Suely, desenterrado. Intacto, sem roupa, a pele muito branca não apresentava nenhum sinal de decomposição, apenas marcas de bala...
“Desenterrado, o corpo de Suely foi colocado num saco plástico e levado até meu helicóptero que o transportou para um ponto ao sul da Serra das Andorinhas, a 100 km de distância. Ali... fizeram uma pilha de cadáveres... também desenterrados de suas covas originais. Cobertos com pneus velhos e gasolina, foram incendiados.”
Retirado do site do Grupo Tortura Nunca Mais / RJ