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Maria Regina Lobo Leite Figueiredo

Militante da VANGUARDA ARMADA REVOLUCIONÁRIA PALMARES (VAR-PALMARES).
Ex-integrante da Juventude Universitária Católica, era formada em Filosofia pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Pedagoga, foi morta aos 33 anos. Casada com Raimundo Gonçalves Figueiredo, morto em 28 de abril de 1971, deixou duas filhas menores.
Maria Regina foi ferida quando a casa em que se encontrava foi invadida por agentes do DOI/CODI-RJ no dia 29 de março de 1972. Lígia Maria Salgado Nóbrega e Maria Regina, juntamente com Antônio Marcos Pinto de Oliveira, foram presos e assassinados.
O corpo de Maria Regina chegou ao IML pelaGuia n° 02 do DOPS, como desconhecida, vindo da Av. Suburbana, n° 8988, casa 72, Bairro de Quintino (RJ), como tendo sido morta em tiroteio. Entretanto, há testemunhas que dizem que, após ser baleada, foi levada para o DOI-CODI, onde veio a morrer horas depois, tendo inclusive sido levada para o Hospital Central do Exército.
Sua necrópsia, feita em 30 de março de 1972, pelos Drs. Eduardo Bruno e Valdecir Tagliari confirma a versão oficial. Foi identificada nesse mesmo dia 30, através de ficha do Instituto Félix Pacheco/RJ.
Maria Regina foi reconhecida por suas irmãs Maria Eulália, Maria Alice e Maria Augusta, em 07 de abril de 1972, e sepultada no dia seguinte no Cemitério São João Batista.
Fotos e laudo de perícia de local (n° 1884/72 e Ocorrência n° 264/72) feitas pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli/RJ, mostram o corpo de Maria Regina baleado.
O jornal “Correio da Manhã”, de 06 de abril de 1972, publicou a notícia de sua morte, sob o título “Terroristas Morrem em Tiroteio: Quntino”e capciosamente dá, ao lado de sua foto, o nome de Ranúsia Alves Rodrigues. No entanto, Maria Regina já havia sido identificada no IML/RJ.