
› Home › Notícias › Notícia
Lígia Maria Salgado Nóbrega

Militante da VANGUARDA ARMADA REVOLUCIONARIA PALMARES (VAR-PALMARES).
Nasceu em 30 de julho de 1947 em Natal/RN, filha de Georgino Nóbrega e Naly Ruth Salgado Nóbrega.
Morta aos 24 anos de idade, em 29 de março de 1972, junto com Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo, em tiroteio na Av. Suburbana, n° 8988, casa 72, Bairro de Quintino (RJ).
Sua família, assim escreveu sobre ela:
“Chegou pequena a São Paulo, onde estudou, terminando o curso de normalista no Colégio Estadual Fernão Dias Pais.
Em seu trabalho de normalista, soube como ensinar as crianças de uma maneira criativa, brincalhona, amorosa. Em 1967, entrou no curso de Pedagogia da Universidade de São Paulo e se destacou pela sua capacidade intelectual, pela liderança e empenho em abrir horizontes, modernizar métodos de ensino, implicar as pessoas em sua responsabilidade social e em uma vida digna, onde os direitos humanos fossem respeitados e o indivíduo um verdadeiro cidadão, participando ativamente dos destinos do Brasil.
Tendo todos os canais de participação fechados pela ditadura militar e as manifestações reprimidas violentamente, em 1970, Lígia Maria se engaja na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e, com outros companheiros, passa à luta armada para enfrentar a violência do regime autoritário instalado no Brasil.
Morreu acreditando num Brasil mudado, no seu povo feliz, fruto da Justiça Social e da Paz. Lígia Maria, assim como muitos outros brasileiros, jogou tudo, inclusive a vida, na tentativa de mudar os destinos deste nosso Brasil.”
O corpo de Lígia chegou ao IML/RJ, em 30 de março de 1972, como desconhecida, pela Guia n° 01 do DOPS/RJ.
Sua necrópsia foi assinada pelos Drs. Eduardo Bruno e Valdecir Tagliari que confirmaram a versão oficial de tiroteio.
Lígia foi reconhecida por seu irmão, Francisco Salgado da Nóbrega, em 07 de abril de 1972, tendo sido sepultada em Cemitério de São Paulo.
Fotos e laudo de perícia de local (n° 1884/72 e Ocorrência n° 264/72) feitas pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli/RJ mostram o corpo de Lígia baleado.
O jornal “Correio da Manhã”, de 06 de abril de 1972, publicou a notícia de sua morte, sob o título “Terroristas Morrem em Tiroteio: Quintino”, onde há uma foto de Aurora Maria Nascimento Furtado com o nome de Lígia.
Retirado do site do Grupo Tortura Nunca Mais / RJ