› Home  › Notícias  › Notícia

Boletim informativo do MFP - janeiro/fevereiro de 2009

20/01/2009

Enfrentar a crise

aumentando o protesto popular

 

Impulsionar a organização do Movimento Feminino

 

 

Companheiras,

 

Mal acabaram as eleições, e em seguida as posses de prefeitos e vereadores, prontamente se dá continuidade à matança sanguinária de pobres. Nas grandes cidades a polícia truculenta e fascista age matando, assassinando crianças e jovens, o que para as classes dominantes é conveniente esconder durante o processo das suas eleições podres e corruptas.

 

Na cidade de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte o jovem Dioni Pereira de 13 anos foi assassinado pela PM no dia 13 de dezembro. Não foi pequena a revolta das famílias da vila PTO que foram para a rua e protestaram interditando o trânsito, empilhando pneus na rua e ateando fogo. Contra a mesma truculência policial, no Rio de Janeiro, a população do complexo da Maré no início de dezembro colocou fogo em vários carros e nas principais vias da cidade para impedir que a polícia escondesse mais um bárbaro assassinato: um policial militar atingiu com um tiro de fuzil na cabeça o menino Matheus, de apenas 8 anos de idade, que saia de casa para comprar pão. Morreu na hora ainda com uma moeda de um real na mão. Poucos dias depois todos nos enchemos de ódio ao assistir na televisão um policial perseguir e assassinar um jovem torcedor num estádio de futebol em Brasília, quando ao lhe dar uma coronhada na cabeça acertou-lhe um tiro na nuca.

 

O que a polícia como força do Estado faz é atacar o povo de todas as formas. Continua assassinando covardemente e seus crimes ficam sempre impunes. Exemplo disto foi a absolvição dos policiais que assassinaram barbaramente o menino João Roberto em Junho do ano passado.

 

E para o escárnio do povo o demagogo e cara de pau Luiz Inácio lança um programa de paz prometendo uma “polícia mais companheira” do povo. Na verdade o que o velhaco do Lula faz é proteger a polícia assassina e fomentar um Estado mais policial e mais fascista.

 

Abaixo a violência do Estado contra o povo pobre!!

 

 

O sistema imperialista em aguda crise mostra suas podres entranhas

  

Há alguns meses temos visto os monopólios de imprensa anunciarem “a maior crise dos últimos tempos”. Empresas e bancos falindo. Os senhores dos grandes círculos financeiros estão no mínimo preocupados e muitos deles desesperados com as perspectivas de falência certa. O discurso do “neoliberalismo” dá lugar à exigência por parte dos capitalistas de uma política de salvação através da intervenção do Estado repassando-lhes bilhões de dólares. Tais acontecimentos põem a nu a verdade encoberta que o Estado nada mais é que um comitê para dirigir os interesses das classes capitalistas. Investimento estatal nas grandes negociatas e tentativa de impedir a falência de bancos e grandes empresas.  O que acontece na verdade é uma crise cíclica do capitalismo. E não é somente mais uma crise, é uma crise estrondosa cujo centro é o EUA, onde se encontra a maior concentração de riqueza do mundo os maiores monopólios e grandes corporações, ou seja, o centro de todo o capital financeiro. A propaganda de tantos anos do imperialismo de que ele é o sistema “eterno” da “prosperidade” e do “progresso” se desfaz como fumaça, já que a tendência é para a recessão e depressão da economia mundial.

 

Contudo o desemprego e a miséria já se alastram e se abatem ferozmente sobre as massas trabalhadoras de todo o mundo. Hoje já não se pode tão facilmente esconder que o sistema capitalista é podre e está às bordas de um colapso geral. Esta é uma crise mundial já que toda economia está entrelaçada. Desde as potências imperialistas, a começar com o EUA como país hegemônico na dominação mundial, até os países subjugados como os da Ásia, África e América Latina. As conseqüências desta crise são imprevisíveis na economia e política no mundial. Porém e como sempre os capitalistas e seus partidos nos governos farão de tudo para que sejam as massas trabalhadoras as que paguem pela crise. As mulheres trabalhadoras são as que mais sofrem com a crise, vão ser as primeiras a perder o emprego ou ter o salário rebaixado brutalmente.

 

Aqui no Brasil, país semicolonial, férias coletivas anunciadas nas montadoras como na FIAT e na Vale em Minas Gerais, são prenúncios do desemprego em massa. O governo Federal lança medidas de compra de bancos falidos pelos bancos estatais. E o senhor Luis Inácio, vai para a imprensa, televisão, rádio, etc., afirmar que esta crise que atinge o mundo inteiro, não vai afetar o Brasil, ou vai afetar muito pouco e diz ao povo para não parar de comprar. Ora, o Brasil como um país dominado pelo imperialismo vai cumprir o que o capital internacional ordenar, o que significa salvar a banqueirada e os saqueadores estrangeiros (chamados de investidores) e abrir a casa dos trabalhadores para mais miséria entrar. Quem o gerente de turno Luiz Inácio vai proteger nesta crise: os trabalhadores, sem salário, sem emprego sem moradia? Este covarde já mostrou para que chegou ao governo. No que compete ao senhor Lula, são os banqueiros, empresários e latifundiários que sairão ilesos, e usará sua tropa de choque e todas as suas forças armadas contra o povo pobre em suas lutas e revoltas contra a miséria.

 

O povo responde a crise

com protestos e revoltas

 

Revoltas se espalham aqui e acolá aos montes neste país. Indígenas lutando por suas terras a tanto tempo tomadas brutalmente. Funcionários públicos que sem receber salário, numa pequena cidade do Maranhão se revoltaram e quebraram a casa do prefeito, além de saquear lojas de eletrodomésticos de sua propriedade, nos últimos dias de 2008. Camponeses em todo o Brasil tomam terras todos os dias na luta contra o latifúndio e enfrentam com coragem bandos de pistoleiros e forças policiais. Estudantes secundaristas colocaram fogo na câmara, na cidade de Manaus, quando a prefeitura retirava o direito estudantil ao passe livre. Estudantes em ocupações nas universidades pela democracia e contra a privatização do ensino público. Operários aumentando sua organização com greves combativas. Contra tantos assassinatos de jovens e crianças nas vilas e favelas, a revolta popular incendeiam carros viaturas da polícia.

 

A afirmação que fazemos diante de tudo isto é que a rebelião se justifica! Basta de tanta mentira, cinismo e hipocrisia. Não acreditamos em nenhuma boa vontade destes governos com o povo. Eles só estão interessados em se safar sempre de sua podre corrupção e suas roubalheiras, e manter este sistema de exploração e opressão. Porém a rebelião avança, e esta imporá duras derrotas a todos os que sugam dia a dia o sangue dos trabalhadores.

 

A rebelião se justifica!

O povo tem que tomar o poder, precisa se organizar e precisa da direção de um partido revolucionário proletário

 

É preciso pugnar pela completa destruição desse sistema de exploração e seu velho Estado opressor e pela construção de um novo Poder e um novo governo para estabelecer um novo sistema econômico-social. Ainda que isto só seja possível derrubando parte por parte numa luta prolongada ela deve ser iniciada já. Para criação de um sistema do povo, da classe operária, dos camponeses e demais camadas exploradas de nossa sociedade. Só uma nova democracia pode assegurar uma nova economia com trabalho e dignidade para todo o povo e cuja produção se reverta para o bem estar de quem trabalha. Os partidos existentes são todos farinha do mesmo saco e são parte do sistema de exploração e existem para sustentá-lo politicamente. Os que se dizem de esquerda, comunistas ou socialistas e participam do processo legal não são mais que eleitoreiros, reformistas e forças auxiliares legitimadoras do sistema de exploração e opressão. Para fazer a revolução se necessita de um verdadeiro partido revolucionário da classe explorada que possa ajudar o povo a se organizar passo a passo, de forma independente e dirigir suas lutas combatendo os caminhos conciliadores e eleitoreiros do oportunismo, afirmando o caminho da violência revolucionária para aplastar os inimigos do povo.

 

O povo brasileiro para se libertar da exploração do capitalismo burocrático, do atraso semifeudal e da dominação semicolonial que secularmente lhe impõe o imperialismo, principalmente o imperialismo ianque (norte-americano), precisa realizar a revolução democrática de novo tipo, agrária e antiimperialista que assegure a passagem ao socialismo. O seu programa tem como alvo confiscar toda propriedade do imperialismo, do grande capital brasileiro e as terras dos latifundiários. Entregar a terra a quem nela trabalha, os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra e por todo o capital confiscado a servido do progresso e bem estar da classe operária, de todos os trabalhadores e todas as massas populares. Estabelecer o Poder Popular e consolidar numa Declaração Geral os direitos dos trabalhadores, das mulheres e das minorias e etnias nacionais.

 

A firme decisão e organização da mulher

fazem avançar a luta popular revolucionária

 

As mulheres, como metade da classe trabalhadora da cidade e do campo e sendo as mais exploradas e oprimidas, não podem seguir secundarizadas nesta luta e muito menos de fora dela. As mulheres têm que ocupar seu lugar na luta para fazer valer sua força e capacidade exploradas e não reconhecida, lutando pelo programa revolucionário. A revolução necessária para destruir esse sistema de exploração e opressão e pelo estabelecimento de uma nova ordem popular revolucionária não pode progredir sem o concurso das mulheres do nosso povo. Da mesma forma não pode ser verdadeiramente revolucionário e se sustentar um poder que não reconheça e estabeleça a igualdade de direitos da mulher, que lute para destruir toda a cultura patriarcal opressora que esmaga as mulheres com a transformação radical da sociedade nas relações de produção e nas relações entre homens e mulheres.

 

É por isto que ademais de organizações classistas combativas sindicais, de camponeses e estudantes se faz tão necessária a organização de um vigoroso Movimento Feminino Popular. A organização das mulheres nos bairros, vilas, favelas, nas escolas, fábricas e demais locais de trabalho é fundamental para fazer avançar a luta das classes trabalhadoras. Desta maneira, convocamos todas as companheiras que estejam dispostas a lutar contra este estado de coisas e mudar toda esta situação de miséria e opressão a se integrarem no MFP-Movimento Feminino Popular. Estaremos realizando um encontro para discutir as lutas e nossa organização nos dias 07 e 08 de fevereiro. Discuta conosco e participe dos cursos de formação e das atividades do Movimento Feminino Popular.

 

 

Israel genocida investe todas as forças contra o povo Palestino

 

 

Na Palestina, desde o de 29 de dezembro de 2008, Israel tem lançado uma ofensiva contra este bravo povo. Mais de mil, entre homens mulheres, crianças e idosos foram assassinados e mais de 4 mil gravemente feridos e mutilados. E isto não é nada natural como tenta passar os monopólios de imprensa. Há poucos médicos e não há remédios, anestesias, comida, água e energia, numas das regiões de maior densidade populacional do mundo. Crianças, jovens, mulheres e idosos vivendo os horrores que a humanidade só pode ver sob o regime nazista de Hitler.

 

Para tentar justificar tamanho genocídio, afirmam que o Hamas (uma das principais organizações da resistência palestina) estaria lançando foguetes em “seu território”. A verdade, que esta imprensa a serviço de Israel tenta ocultar e desinformar é que a faixa de Gaza passa já por 18 meses por um bloqueio total por parte de Israel, provocando falta de alimentos, remédios, combustíveis e outros produtos básicos.

 

Estes horrores fazem parte da política imperialista, que precisa da guerra para expandir suas colônias, semicolônias, e tentar sair da crise que hoje é mais grave do que nunca. Ao contrário do que tentam afirmar de que o genocídio perpetrado por Israel é motivado por conflitos religiosos, estes ataques são parte de uma estratégia para uma guerra maior. Quem está por trás do Estado de Israel é o EUA, que faz deste país no oriente médio extensão de seu território para se apossar de mais e mais territórios, suas riquezas como o petróleo e gás natural, além da posição estratégica que representa para sua política de dominação mundial. Desde 1948 quando artificialmente foi criado o Estado de Israel, o povo palestino não tem tido paz. Este fato representa na verdade os interesses ianques naquele território. Desde então o povo árabe não encontra mais paz.

 

Mas o povo palestino resiste. Não será fácil derrotar o povo daquela região. Em uma declaração no dia 06 de janeiro, Khalid Mish’a, membro do Birô político do Hamas afirmou que: “a lógica que nos pedem que abandonemos nossa resistência é absurda. Absolvem ao agressor e ocupante – armados com as armas mais letais de destruição e morte – de responsabilidade, enquanto culpam a vítima, prisioneira e ocupada. Nossos modestos foguetes de fabricação caseira são nosso grito de protesto ao mundo. Israel e seus patrocinadores estadunidenses e europeus querem matar-nos em silêncio. Porém nós não morreremos em silêncio.

 

Este é o espírito do heróico e glorioso povo palestino. Não se dobraram nem se dobrarão jamais. Nestas dezenas de anos deram prova do maior espírito de resistência de libertação nacional, de luta contra o sionismo fascista e de luta antiimperialista. Mais do que nunca os povos do mundo inteiro devem colocar todos os seus esforços para apoiar a resistência deste destemido povo.

 

Morte aos invasores israelenses sionistas-fascistas!!

Viva a heróica resistência do povo palestino!!

Morte ao imperialismo ianque e a todos seus lacaios!!

 

 

Para os pobres: enchentes e inundações

Para os ricos: tranquilidade em suas mansões

 

No dia 31 de dezembro o povo dos bairros Betânia e Barreiro amargou a mais grave das várias enchentes que já sofreu. O volume de água chegou a atingir mais de 2 metros de altura em algumas casas, deixando centenas de famílias desabrigadas. Segundo os moradores, morreram na região da avenida Tereza Cristina 4 pessoas, tendo outras desaparecido. Os moradores perderam seus bens e tiveram suas casas completamente destruídas. Segundo os moradores do Betânia, a situação piorou depois da canalização do Rio Arrudas na avenida Tereza Cristina, que não comporta o volume das águas quando as chuvas se intensificam, transbordando-se para as ruas e vilas por onde passa. As obras da canalização foram feitas às pressas para ser inaugurada em período eleitoral e seguramente, poupando recursos para os políticos e empreiteiros surrupiarem do povo.

 

O Estado através dos seus gerentes de turno trata com total desprezo a situação das famílias. O descaso é tamanho que as enchentes ocorrem quase todo ano, bastando chover intensamente e nenhuma providencia é tomada. Entra eleição, sai eleição, as promessas são as mesmas, mas nada é feito para resolver o problema. Em momentos de desespero como este que o povo está passando, só pode contar com o apoio e solidariedade dos vizinhos, parentes e pessoas de bem buscam acudir com seus braços e o pouco que têm.

 

No Betânia, somente na vila Buracão, mais de 70 famílias estão desabrigadas e perderam completamente seus bens. O povo da região do Barreiro também foi muito prejudicado, condomínios inteiros foram alagados e os comerciantes do conjunto João Paulo II sofreram grandes prejuízos que passam de R$50 mil reais e várias famílias perderam tudo.

 

Nas grandes cidades todos os impostos que o povo paga, inclusive o IPTU que este ano em BH subiu cerca de 7%, são usados para o cuidado dos bairros dos ricos. O orçamento da prefeitura gira em função dos interesses da especulação imobiliária: bancos e grandes empresas construtoras. Quando a desgraça abate sobre o povo as autoridades oficiais ainda o acusam de irresponsabilidade de morar em áreas de risco. Por que nunca há recursos para melhorar estas referidas áreas com obras de infra-estrutura para torná-las seguras? Os bairros de ricos podem ser na serra ou em vales que sempre estão seguras as mansões e nunca ocorrem calamidades. Claro tudo para os ricos e o povo que se dane. Esta que a razão verdadeira das calamidades nas cidades. O povo pobre faz sua casa onde consegue um pedacinho de terreno. Ninguém constrói ou vive em “área de risco” por escolha ou porque prefere. Acusar o povo de ser culpado é achincalhe e insulto!

 

Os governantes politiqueiros aparecem então com suas desculpas, como fez o demagogo Luiz Inácio na tragédia anunciada de Santa Catarina, o playboyzinho do Aécio e o novo prefeito Lacerda falam em liberar o FGTS dos atingidos. Ora essa! Perguntaram por acaso quantos têm FGTS ou mesmo emprego formal? E os que não têm. É responsabilidade das pessoas que pagam os espoliativos impostos ou do Estado que deveria realizar obras minimamente decentes em favor dos contribuintes e cidadãos? Tudo discurso para fazer demagogia e que o povo arque com as conseqüências da irresponsabilidade da dos governantes corruptos e descarados eleitoreiros que na hora das eleições prometem o céu para o povo.

 

Não é interesse do Estado construir moradia para o povo. A melhor proposta que fazem aos desabrigados é a de amontoá-los em abrigos, além de ameaçar com repressão e tentar criminalizar os que se recusam a abandonar seus lugares onde estas pessoas têm investido tanto suor e trabalho. Esta é a política para os pobres que esta canalha da política oficial e seus partidos eleitoreiros escondem com seus discursos mentirosos e que a prefeitura com verbas milionárias gastam em publicidade para se auto-promoverem e esconder a verdadeira e triste realidade do povo pobre.

 

É necessário que o povo se organize para garantir seus direitos para exigir do Estado as providencias e prevenir-se de novos desastres. O MFP-Movimento Feminino Popular se solidariza e se coloca ombro a ombro com as famílias atingidas na luta para enfrentar este Estado e suas autoridades mafiosas exigindo os direitos do povo explorado e trabalhador.

 

mfp@mfpopular.com.br